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LLC: o que é e como funcionam as sociedades limitadas nos EUA

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LLC: o que é e como funcionam as sociedades limitadas nos EUA


O que é uma LLC (Limited Liability Company)

A LLC (Limited Liability Company) é um tipo de estrutura jurídica muito comum nos Estados Unidos que combina responsabilidade limitada dos sócios com flexibilidade de gestão e tributação. Nessa configuração, os proprietários (chamados de members), em regra, não respondem com seu patrimônio pessoal por dívidas e obrigações da empresa, desde que sejam respeitadas as exigências legais.

Do ponto de vista fiscal, a LLC é reconhecida pela Internal Revenue Service (IRS) como uma entidade que pode ter diferentes enquadramentos tributários, dependendo do número de sócios e das opções feitas junto ao fisco. Uma LLC com um único membro, por exemplo, tende a ser tratada como uma entidade “desconsiderada” para fins de imposto federal, enquanto empresas com mais sócios costumam ser tratadas como partnerships, salvo opção por tributação como corporação.

Principais características da LLC

Entre os atributos mais associados a esse modelo estão:

  • Responsabilidade limitada, que separa, em condições normais, o patrimônio pessoal dos sócios do patrimônio da empresa.

  • Flexibilidade tributária, permitindo diferentes formas de apuração e declaração de impostos, conforme a estrutura escolhida.

  • Gestão adaptável, que pode ser feita diretamente pelos sócios (member-managed) ou por gestores nomeados (manager-managed), conforme previsto no acordo interno da empresa.

  • Menor formalidade quando comparada a corporações tradicionais, especialmente no que diz respeito à governança e à estrutura administrativa.

Diferenças entre LLC e outras estruturas jurídicas

A LLC costuma ser comparada a outros formatos empresariais comuns:

Empresa individual (sole proprietorship)
É mais simples de abrir e administrar, mas não oferece a mesma separação entre pessoa física e jurídica. Em caso de dívidas ou processos, o patrimônio pessoal do empreendedor tende a ficar mais exposto.

Sociedade (partnership)
Pode envolver dois ou mais sócios e diferentes arranjos de responsabilidade. Em muitos casos, a LLC é escolhida justamente por oferecer uma proteção patrimonial mais clara, aliada à flexibilidade contratual.

Corporação (C-Corp ou S-Corp)
Normalmente exige mais formalidades, regras rígidas de governança e, em alguns cenários, maior complexidade tributária. A LLC, por outro lado, permite maior liberdade para definir distribuição de resultados, administração e entrada ou saída de sócios.

Por que a LLC é atrativa para empreendedores do varejo

No varejo (seja físico, digital ou híbrido) a operação envolve contratos, fornecedores, logística, meios de pagamento, atendimento ao consumidor e eventuais disputas legais. Nesse contexto, a responsabilidade limitada se torna um ponto relevante na hora de estruturar o negócio.

Outro fator é a flexibilidade societária. Operações varejistas podem reunir fundadores, investidores, parceiros estratégicos e operadores regionais. A LLC permite desenhar essas relações de forma contratual, por meio do operating agreement, sem a rigidez típica de outras estruturas.

Além disso, dados divulgados pelo estado de Delaware (uma das jurisdições mais conhecidas para abertura de empresas) indicam que as LLCs representam a maioria das novas formações empresariais no estado, refletindo a popularidade do modelo entre pequenos e médios negócios.

LLC e internacionalização do varejo

Com o avanço do e-commerce, do cross-border e da atuação em marketplaces internacionais, muitos empreendedores brasileiros do varejo passam a considerar a abertura de empresas no exterior. A LLC aparece com frequência nesses movimentos por ser um formato conhecido por bancos, plataformas digitais, operadores logísticos e parceiros comerciais nos Estados Unidos.

Pontos de atenção

Apesar das vantagens, a escolha por uma LLC exige análise. As regras variam conforme o estado americano onde a empresa é registrada, incluindo taxas, obrigações anuais e exigências administrativas. A Small Business Administration (SBA) também alerta que detalhes como a transferência de participação entre sócios e a forma de dissolução da empresa devem estar claramente previstos no acordo interno para evitar problemas futuros.

Uma estrutura estratégica, mas não automática

Em síntese, a LLC se consolidou como uma estrutura jurídica relevante para empreendedores que buscam proteção patrimonial, flexibilidade e eficiência operacional. No varejo, onde o risco e a complexidade fazem parte da rotina, esse modelo pode ser uma alternativa estratégica, desde que alinhada ao porte do negócio, ao plano de crescimento e às exigências legais envolvidas.

Leia também: 5 tendências da NRF 2026 para o varejo brasileiro  

Imagem: Freepik

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Lu, do Magalu, muda cor do cabelo em parceria com Koleston

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Lu, do Magalu, muda cor do cabelo em parceria com Koleston


A Lu, personagem virtual do Magalu, mudou a cor do cabelo pela primeira vez em 23 anos. A transformação foi realizada em parceria com a Koleston e apresenta a tonalidade 101, louro claríssimo acinzentado, da linha Koleston Deluxe, coloração permanente sem amônia.

Com mais de 32 milhões de seguidores nas redes sociais, a influenciadora passou a aparecer loira em seus perfis como parte da ação conjunta entre as marcas. Segundo as empresas, a iniciativa conecta a experiência de mudança de visual ao universo da inteligência artificial e às estratégias de comunicação no varejo.

De acordo com as companhias, a parceria une a presença da Koleston no ponto de venda à atuação da Lu no ambiente digital. A ação marca a primeira alteração no visual da personagem desde sua criação e integra a estratégia de comunicação das marcas.

“Essa parceria vai além de uma ação, ela representa uma inovação sobre o futuro da comunicação no segmento de beleza. Ao unir a expertise de Koleston em transformação de cor com o alcance e a relevância da Lu, mostramos que a inovação está no nosso DNA”, afirma Nathalie Honda, CMO da Wella Company.

“A mudança no visual da Lu está alinhada à estratégia do Magalu Ads, que prioriza parceria com marcas fortes, ações conectadas à realidade dos nossos consumidores e um impacto genuíno e inovador”, diz Celia Goldstein, diretora do Magalu Ads. “Temos confiança de que os novos cabelos da Lu serão uma bela amostra disso ao provocar um grande impacto e geração de valor de marca para o Magalu e a Koleston, principalmente, nas redes sociais”.

“Acreditamos que a Lu tem a capacidade de se renovar sem perder a essência. Essa transformação com Koleston mostra que nossa influenciadora é orgânica, vibrante e mesmo virtual é conectada com o mundo real”, afirma Aline Izo, gerente sênior de marketing, branding e comunicação do Magalu. “Retirá-la da sua zona de conforto visual é um movimento audacioso que reafirma o Magalu como um hub de criatividade e inovação que pauta a conversa nacional.”

Segundo as informações divulgadas, a mudança é sustentada pela performance da Koleston Deluxe, que oferece 100% de cobertura dos fios brancos e até 99% menos quebra. A fórmula combina ácido hialurônico, AHA e tecnologia de Purificação de Metais, que remove íons metálicos presentes na água para melhor resultado da cor.

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Self-checkout no varejo: o que é, tendências e vantagens

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Self-checkout no varejo: o que é, tendências e vantagens


O self-checkout, também conhecido como autoatendimento, é um sistema cada vez mais comum em estabelecimentos comerciais, especialmente no varejo, que permite aos clientes escanear e pagar por seus próprios itens sem a necessidade de interação direta com um caixa humano. Esse método de pagamento automático tem ganhado popularidade devido à conveniência que oferece tanto para os consumidores quanto para os varejistas. Neste texto, exploraremos os diferentes aspectos do self-checkout, incluindo suas vantagens, desafios e impacto no setor varejista.

História e evolução do self-checkout

O conceito de self-checkout teve origem nas décadas de 1980 e 1990, quando as tecnologias de automação começaram a se tornar mais acessíveis e viáveis para o varejo. Os primeiros sistemas de autoatendimento eram relativamente simples, com escâneres de código de barras e métodos básicos de pagamento. No entanto, à medida que a tecnologia avançou, o self-checkout se tornou mais sofisticado, incorporando leitores de cartões de crédito/débito, reconhecimento de produtos por imagem e até mesmo pagamentos móveis.

No Brasil, a adoção do self-checkout ganhou força especialmente a partir dos anos 2010, acompanhando a modernização do varejo alimentar, de farmácias e de lojas de conveniência. Mais recentemente, o sistema passou a ser visto não apenas como uma solução operacional, mas como parte da estratégia de transformação digital e de melhoria da experiência do cliente, alinhada às novas expectativas de consumo.

Vantagens para os consumidores

Uma das principais vantagens do self-checkout para os consumidores é a conveniência. Com esse sistema, os clientes podem evitar filas longas nos caixas tradicionais, economizando tempo durante suas compras. Além disso, o autoatendimento oferece mais privacidade aos consumidores, pois eles podem escanear e pagar por seus itens sem a necessidade de interação direta com um atendente. Isso pode ser especialmente útil para pessoas que preferem uma experiência de compra mais rápida e discreta.

Outra vantagem significativa é a autonomia que o self-checkout proporciona aos clientes. Eles têm o controle total sobre o processo de pagamento, podendo verificar os preços dos itens, aplicar descontos e escolher a forma de pagamento de sua preferência. Isso contribui para uma experiência de compra mais personalizada e satisfatória.

Benefícios para os varejistas

Para os varejistas, o self-checkout oferece várias vantagens operacionais e financeiras. Em primeiro lugar, esse sistema pode reduzir o tempo de espera dos clientes nas filas, aumentando a eficiência do checkout e melhorando a experiência do cliente em geral. Isso também pode resultar em uma maior rotatividade de clientes e, consequentemente, em um aumento nas vendas.

Além disso, o self-checkout pode ajudar a reduzir os custos operacionais para os varejistas. Com menos necessidade de caixas humanos, as lojas podem realocar recursos para outras áreas, como atendimento ao cliente, marketing ou melhoria da infraestrutura tecnológica. Isso pode levar a uma maior produtividade e rentabilidade para o negócio.

Desafios e considerações do autoatendimento

Apesar de suas vantagens, o self-checkout também apresenta alguns desafios e considerações para os varejistas. Um dos principais desafios é a necessidade de manter a segurança do sistema, garantindo que os clientes não consigam escanear itens sem pagar ou aplicar fraudes durante o processo de checkout. Isso requer investimentos em tecnologias de segurança, como câmeras de vigilância e sistemas de detecção de fraudes.

Outro desafio está relacionado à aceitação e familiaridade dos clientes com o sistema de autoatendimento. Alguns consumidores podem sentir-se desconfortáveis ou inseguros ao usar o self-checkout, especialmente se não estiverem familiarizados com a tecnologia ou se preferirem a assistência de um caixa humano. Nesse sentido, é importante oferecer suporte e orientação aos clientes que optarem pelo autoatendimento, garantindo uma transição suave e positiva para esse método de pagamento.

Como implementar o self-checkout no negócio?

Implementar um sistema de self-checkout em uma empresa exige planejamento estratégico, investimento em tecnologia e treinamento adequado para garantir que a experiência do cliente seja eficiente e segura. Para facilitar a adoção, o processo pode ser organizado em algumas etapas fundamentais:

1. Avaliação de viabilidade

O primeiro passo é avaliar se o self-checkout faz sentido para o perfil do negócio. É importante considerar:

  • Fluxo de clientes;
  • Tipo de produtos vendidos;
  • Ticket médio;
  • Infraestrutura tecnológica disponível.

Empresas do varejo, especialmente supermercados, lojas de conveniência e redes de fast food, costumam se beneficiar significativamente dessa solução, pois ela reduz filas, melhora a experiência do consumidor e otimiza a operação.

2. Escolha da tecnologia adequada

Após a decisão de adotar o self-checkout, é essencial escolher a tecnologia mais adequada. O mercado oferece:

  • Totens simples com leitor de código de barras e pagamento por cartão;
  • Sistemas com múltiplos meios de pagamento;
  • Soluções avançadas com inteligência artificial e reconhecimento de imagem.

A escolha deve considerar o perfil do público-alvo, a complexidade do mix de produtos e a integração com os sistemas de gestão já existentes. A segurança também deve ser prioridade, já que o autoatendimento pode apresentar riscos de fraude ou erros operacionais.

3. Planejamento da instalação

A instalação dos equipamentos exige um planejamento detalhado, que envolve:

  • Definição da disposição física dos terminais;
  • Integração com sistemas de estoque e pagamento;
  • Organização do fluxo de clientes no ponto de venda.

Os terminais devem ser posicionados em locais estratégicos para evitar congestionamentos. Além disso, a interface do self-checkout precisa ser intuitiva, reduzindo a necessidade de intervenção de funcionários e aumentando a taxa de adesão dos consumidores.

4. Treinamento da equipe

Embora o objetivo do self-checkout seja reduzir a dependência de operadores de caixa, o papel da equipe continua sendo fundamental. Os funcionários devem ser treinados para:

  • Auxiliar clientes em caso de dúvidas ou dificuldades;
  • Resolver problemas técnicos rapidamente;
  • Monitorar transações e prevenir fraudes.

Esse suporte é essencial para garantir uma experiência positiva, especialmente durante o período inicial de implementação.

5. Comunicação com o cliente

Uma estratégia clara de comunicação ajuda a acelerar a adoção do self-checkout. A empresa deve investir em:

  • Sinalização objetiva;
  • Tutoriais simples;
  • Presença de funcionários para orientação no local.

Campanhas que destaquem benefícios como agilidade, redução do tempo de espera e maior controle sobre a compra contribuem para aumentar a aceitação da tecnologia.

6. Monitoramento e otimização contínua

Após a implementação, é fundamental acompanhar o desempenho do sistema. A análise de dados permite:

  • Identificar falhas operacionais;
  • Avaliar a satisfação dos clientes;
  • Ajustar layout, interface ou meios de pagamento.

Com base no feedback dos usuários, é possível realizar melhorias contínuas e maximizar os ganhos operacionais do self-checkout.

Impacto futuro do Self-Checkout no varejo

O self-checkout continuará desempenhando um papel significativo na transformação digital do setor varejista. Com o avanço das tecnologias de inteligência artificial e reconhecimento de imagem, podemos esperar sistemas de autoatendimento ainda mais sofisticados e intuitivos no futuro. Isso não apenas melhora a experiência do cliente, mas também proporcionará aos varejistas novas oportunidades de inovação e diferenciação no mercado.

Além disso, o autoatendimento tende a se integrar cada vez mais a estratégias omnichannel, conectando compras físicas a aplicativos, programas de fidelidade e meios de pagamento digitais. Isso permitirá que os varejistas coletem dados mais ricos sobre o comportamento do consumidor, otimizem o sortimento e personalizem ofertas em tempo real.

Assim, o self-checkout deixa de ser apenas uma tendência tecnológica e passa a ser um elemento central na estratégia de modernização do varejo, acompanhando as mudanças no comportamento do consumidor e as novas exigências por agilidade, autonomia e conveniência.

Imagem: Freepik

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Skims inaugura flagship em Chicago e amplia presença física

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Skims inaugura flagship em Chicago e amplia presença física


A Skims inaugurou uma loja flagship no bairro Gold Coast, em Chicago. A unidade está localizada na Rush Street, no térreo de um edifício residencial de alto padrão, em um espaço que anteriormente abrigava um banco da década de 1960.

Com 1.900 metros quadrados distribuídos em dois níveis, o projeto foi desenvolvido pelo estúdio Rafael de Cárdenas Ltd. O espaço combina elementos arquitetônicos originais do imóvel com o design minimalista e a paleta de tons neutros da marca.

A nova loja amplia a presença física da Skims, que já conta com flagships em Los Angeles e Nova York, além de unidades na Cidade do México e em Dubai. A empresa informou que planeja abrir novas lojas em mercados estratégicos ao longo de 2026. Em novembro passado, a marca captou US$ 225 milhões em uma rodada liderada pela Goldman Sachs Alternatives, o que elevou sua avaliação para US$ 5 bilhões. A empresa declarou que está estruturando sua operação para se tornar “um negócio predominantemente físico” nos próximos anos.

No espaço de Chicago, uma escultura em grande escala de uma mulher reclinada, criada pela artista Vanessa Beecroft, ocupa posição central e pode ser vista da fachada envidraçada. Os produtos são apresentados em um sistema de exposição baseado em grade. Uma escada curva conduz ao nível inferior, onde estão a parede com os modelos de sutiãs da marca e expositores independentes sob um teto iluminado.

“Chicago tem um estilo incrível e uma comunidade vibrante, e abrir nossa primeira flagship aqui é algo muito significativo”, afirmou Kim Kardashian, cofundadora e diretora criativa da Skims. “Estamos entusiasmados em apresentar a Skims à cidade, convidando a comunidade para um espaço que homenageia o patrimônio arquitetônico de Chicago enquanto destaca nossa linguagem de design característica, experiências imersivas e o sortimento completo presencialmente.”

A loja oferece uma variedade de produtos femininos e masculinos, incluindo loungewear, underwear e shapewear. Coleções mais vendidas são apresentadas ao lado de lançamentos sazonais.

A unidade também disponibiliza itens exclusivos para o endereço do Gold Coast, com modelos em edição limitada desenvolvidos para a cidade. O ponto de venda contará ainda com lançamentos exclusivos ao longo do ano, incluindo a colaboração da marca com a Nike.

“Estamos muito satisfeitos com o crescimento contínuo do nosso negócio de varejo e com o forte ritmo que estamos observando nos Estados Unidos”, disse Jens Grede, cofundador e CEO da Skims. “Chicago é um mercado relevante com uma comunidade local ativa, e esta flagship nos dá um espaço dedicado para aprofundar essas conexões — apresentando nossas coleções completas, oferecendo produtos exclusivos em loja e criando experiências para nossos clientes.”

Fundada em 2019, a Skims opera atualmente 15 lojas físicas.

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